18.9.05

Crônica de uma tarde paulistana

Mauro levou a filha Mônica à FNAC para tentarem descobrir qual era o problema do Ipod que a menina ganhara do tio Osvaldo e que havia parado de funcionar. Como o produto não fora comprado na loja, não conseguiram ajuda. Voltaram para o estacionamento, esperaram o carro por cerca de quinze minutos – enquanto isso tiraram uma foto com a vaca exposta na calçada, impacientaram-se e finalmente foram embora.

Carlos e Laura foram comprar ingressos para dois shows. Após aguardarem na fila por mais de trinta minutos, descobriram que o pagamento só podia ser feito à vista. Tiveram que voltar para casa. Antes de sair, contudo, aproveitaram para ver os últimos modelos de telefone celular e brincar com alguns laptops em exposição.

Gérson levou a família para passear após o almoço. Enquanto folheava alguns livros sobre gastronomia e psicologia no segundo andar, sua mulher Sandra bebia um café e comia um pedaço de bolo para acompanhar a leitura da revista recém-comprada. Seus dois filhos divertiam-se na seção de videogames. Dali a vinte minutos procurariam o pai para pedir que comprasse um novo jogo de corrida. A mãe continuaria a ler a sua revista até que o marido a chamasse para irem embora.

Edgar andava de bicicleta pelo bairro e parou para olhar alguns CDs e DVDs. Não procurava nenhum título específico, somente decidiu postergar em mais alguns minutos sua chegada em casa. Acabou por comprar um disco novo de um artista desconhecido, mas muito bem recomendado pelo vendedor simpático. Na saída, encontrou seu amigo Alexandre. Havia meses que não se viam. Tomaram um café na praça e conversaram por uns vinte minutos. Depois, trocaram telefones e foram para casa.

Sebastião ajeitava seu cachecol enquanto lia o jornal sentado em sua cadeira de praia na calçada da praça. De soslaio, acompanhava os movimentos de Cláudia. Já fazia uns cinco minutos que a moça observava seus quadros ali expostos. Voltou os olhos para o jornal quando ela se virou em sua direção. Cláudia ainda passaria mais vinte minutos a observar as obras de outros artistas talentosos e desconhecidos que expunham seus trabalhos na praça. Ela iria embora e eles continuariam ali, a conversar uns com os outros, ler jornal e livros, tricotear, pintar e explicar suas obras para quem se interessasse.

Guilherme entraria em seu carro, daria cinco reais para o guardador de carros, pegaria quatro de troco e iria embora visitar seu avô.

4 Comentários:

At 21:17, Anonymous amigo do chris cross said...

e o pobre guardador ficou sem gorjeta

 
At 10:46, Anonymous Brunop said...

Fazendo propaganda gratuita (?) pra FNAC?
Até no blog você é pão duro?

 
At 14:43, Blogger Pedro Campos said...

Sinceramente, não entendi a que veio o texto. Desse eu não gostei muito, Gui. Abraço

 
At 21:45, Blogger Guilherme said...

que pena, eu gostei. o texto não veio a nada em especial. só o relato de alguns momentos triviais que compõem um retrato de uma típica tarde paulistana (há várias outras).
abraços

 

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