3.10.05

Zveiter, o Coronel do futebol

Luiz Zveiter e o "seu" STJD representam um Brasil retrógado, paternalista, autoritário, antigo e, infelizmente, muito atual.

A maneira como conduz o tribunal é lamentável. Ele personifica o órgão e toma decisões arbitrárias, infundadas, é inexplicável. Tamanho é o absurdo que anunciou a anulação dos 11 jogos num domingo de manhã no quintal de sua casa, em Niterói.

Obviamente a decisão não foi fundamentada. O que importava era aparecer e dar uma solução rápida ao caso.

O Sr. Zveiter tem a terrível mania de ir à televisão e julgar fatos e jogos antes mesmo de serem levados ao tribunal. É um tremendo dum pavão. Habitué dos programas esportivos de domingo à noite, principalmente o do Milton Neves (outro cidadão lamentável). E fala cada dia uma coisa, causando uma tremenda confusão.

Fora isso, a decisão de anular os 11 jogos me parece absurda e precipitada. O bom senso pede que cada caso seja analisado isolada e detalhadamente, com calma, e que um órgão colegiado, ou mesmo um juiz, profira uma decisão fundamentada.

Enfim, este campeonato perdeu totalmente a credibilidade. Quem cair vai apelar para a Justiça Comum. Quem não for campeão e se sentir prejudicado pela decisão do STJD também deve seguir o mesmo caminho. Os torcedores para sempre contestarão o resultado do campeonato. Enfim, uma bagunça.

8 Comentários:

At 13:48, Anonymous amigo do chris cross said...

concordo com sua opinião, Pitacos do Gui.

O ideal seria indicar para presidente do STJD a sra. Joana, que, segundo vc mesmo, tem maior experiência jurídica, além de dirigir um dos grandes clubes brasileiros.

 
At 14:57, Anonymous Bruno Oliveira said...

Acho que a atitude de anular os 11 jogos foi a mais sensata. Em todos eles o juiz (literalmente) ladrão atuou e não se pode confiar nas declarações dele, segundo o qual manipulou esse, não conseguiu manipular aquele etc...
Foi o julgamento mais isonomico e sensato: anular todos os jogos nos quais atuaram o juiz com má-fé. O contrário poderia significar tratamento diferenciado para algum clube e, aí sim, ensejaria uma enchurrada de ações na justiça comum. (e olha que o meu Vascão foi bastante prejudicado).
Sem prejuízo do Zveiter ser péssimo sim, concordo.

 
At 23:23, Blogger Guilherme said...

Brunão, não acho que dê para jogar todos os jogos no mesmo saco. cada caso é um caso. E se tiver mesmo motivo para anular os 11, então que se divulgue claramente, ou então fica essa sensação de algo estranho no ar. Há jogos em que o placar foi elástico, sem qq interferencia de arbitragem. nao se pode prejudicar quem trabalhou corretamente e nao tem nada a ver com as maracutaias do edilson. abs

 
At 17:33, Anonymous Riccardo Marcori Varalli said...

Exercício de futurologia: Será que se a anulação dos 11 jogos resultasse na polarização do campeonato entre Góias e Inter, o Sr. Luiz Zveiter agiria com a mesma rapidez???

 
At 12:42, Blogger Pedro Campos said...

Anular os 11 jogos é um puta absurdo. Para mim, afora a vitória do tricolor sobre o time dos argentinos (que tem um lado emocional envolvido e, por isso, não pode entrar na discussão), é um absurdo indecoroso dizer que o resultado do jogo em que o Animal fez 3 gols pelo Figueirense podia ter sido (ou ser) roubado. Tenha paciência. Não só pela 'persona' do Zveiter, mas também pela decisão bizarra e quase que aleatória que o sujeito tomou, concordo com você.

 
At 13:20, Anonymous Bruno Oliveira said...

Pedroca, isso é básico e questão de direito: algum ato jurídico em que uma parte agiu com dolo, má-fé ou ainda intenções secundárias é anulável - poder-se-ia até falar em simulação. O Zveiter é sim péssimo, mas a decisão é juridicamente correta na minha opinião.

 
At 20:00, Blogger Guilherme said...

Brunão, como juridicamente correta se ele não fundamentou a decisão?

 
At 12:28, Blogger Pedro Campos said...

Mais do que isso, Gui: não só não fundamentou, como afirmou que a decisão liminar que proferia não poderia ser desafiada por nenhum recurso (já que, segundo o Código que ele mesmo escreveu, o Presidente tem uma série de prerrogativas) e, mais!, se algum time decidisse recorrer à justiça comum, corria um sério risco de ser rebaixado para a série imediatamente inferior! Bela justiça desportiva essa, em que não há contraditório e nem tampouco ampla defesa.

 

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